Fiscalização derruba número de acidentes com vítimas na Capital

Publicado dia: 27 de novembro de 2018


Trabalho conjunto entre BPtran e agentes do Detran-MS tem sido fundamental na redução de acidentes. (Foto: Viviane Freitas)

O número de acidentes de trânsito com vítimas registrado nos dez primeiros meses deste ano já é 10% menor do que no ano passado na Capital. Segundo dados do BPTran (Batalhão da Polícia Militar de Trânsito do Mato Grosso do Sul), de janeiro a outubro de 2017 ocorreram 4.629 casos. No mesmo período deste ano o número caiu para 4.162.

Os dados foram apresentados ao diretor-presidente do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) Roberto Hashioka Soler, pelo tenente-coronel Franco Alan da Silva Amorim, comandante do Bptran (Batalhão de Trânsito da Polícia Militar) juntamente com o chefe de fiscalização do Departamento de Trânsito, André Canuto.

Segundo o comandante, foram realizadas 438 blitzes de trânsito em Campo Grande. “A redução se deu face às intensificações das fiscalizações realizadas nas vias da capital. Neste ano foi lançado o policiamento específico da lei Seca, blitzes diárias, aquisição de radares portáteis e o Detran instituiu o setor de fiscalização que passou a atuar juntamente com o Batalhão.  As medidas impactaram positivamente na redução da violência do trânsito”, enfatizou. Segundo ele, a parceria PM e Detran foi primordial na busca da paz social no trânsito, pois o Detran ao exercer essa competência imposta no CTB (Código de Trânsito Brasileiro), passa a contribuir com a redução da violência do trânsito.

Para o diretor-presidente, a criação do setor de fiscalização do Departamento veio para somar esforços em busca da preservação de vidas, principal foco do Detran-MS. “São 30 agentes capacitados para atuar em diversas situações e coibir o excesso de velocidade nas vias públicas e o uso de bebida alcoólica ao volante, uma mistura extremamente nociva para a sociedade como um todo, levando em conta que o motorista nessas condições não coloca em risco apenas a própria vida, mas a de outras pessoas também”, afirmou Hashioka.

O chefe da fiscalização, André Canuto, ressalta ainda que a redução no número de acidentes com vítimas impacta diretamente na saúde pública, haja visto que menos leitos são utilizados para esse fim. “Sabemos que a maioria das pessoas que acabam lotando a ala de ortopedia dos principais hospitais são vítimas de acidentes de trânsito. Nosso foco é diminuir esses índices”, afirmou.

Vivianne Nunes

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